segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Solidariedade: Noel nos Correios

O Natal se aproxima e os Correios promovem, com intuito de garantir a magia da data, há 25 anos, a campanha de arrecadação de brinquedos. Intitulada 'Papai Noel dos Correios' a ação visa colaborar com o Natal de crianças que tenham esperança de receber um presente, nessa data.  
A campanha teve início no último dia 13. De acordo com a assessoria dos Correios, o prazo para retirar as cartinhas vai até o próximo dia 12 e a entrega do presente pode ser feita até dia 15.  
As cartinhas podem ser retiradas na sede dos Correios. As cartas serão feitas por crianças da comunidade em geral ou escolas, creches e entidades. Elas são pré-selecionadas, lidas, cadastras e disponibilizadas para que as pessoas que se interessem em adotar, possam escolher. Participam da campanha crianças da comunidade de até dez anos, alunos até a 5ª série e portadores de necessidades especiais - sem limite de idade. 
Segundo a assessoria, é dada preferência para cartas escritas por crianças com maior vulnerabilidade social, mas todas são disponibilizadas para os padrinhos e madrinhas. É recomendado que as crianças façam pedidos de brinquedos, calçados e roupas, e que não peçam produtos eletrônicos como computador e celular. 
Padrinhos e Madrinhas podem adotar a quantidade de cartas que quiserem, não há limite para adoção. Os presentes devem ser entregues na Casa do Papai Noel na sede dos Correios. De acordo com a assessoria, os presentes vão para o fluxo e os Correios fazem a entrega do material diretamente para as crianças.


Foto: Divulgação Correios


Fonte: http://www.dm.com.br/

Incêndio atinge fábrica de fertilizante em Sumaré

Fogo atinge empresa de fertilizantes em Sumaré, mas ninguém se fere

Havia 35 funcionários na unidade da Yara na tarde desta quinta-feira. Parte da estrutura do telhado e da esteira transportadora foi danificada.
Um incêndio atingiu a empresa de fertilizantes Yara na Avenida São Judas Tadeu, em Sumaré (SP), na tarde de quinta-feira (20). Equipes do Corpo de Bombeiros de Campinas (SP) e Americana (SP) se deslocaram para o local e as chamas foram controladas. Ninguém ficou ferido.

"Achei que o fogo ia tomar conta de tudo, as labaredas estavam muito altas", disse a dona de casa Leila de Oliveira. Segundo a assessoria de imprensa da Yara, havia 35 funcionários na unidade, sendo que dois no local do incêndio. O fogo foi controlado às 14h20, informou a empresa.

Ainda de acordo com a Yara, parte da estrutura do telhado e da esteira transportadora foram danificadas. Os produtos não foram atingidos. As causas do incêndio estão sendo investigadas, informou a empresa.

"Seguindo sua política de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade, a Yara disponibilizou todas as informações necessárias ao Corpo de Bombeiros e uma equipe especialmente habilitada para atuar nessas situações", diz o texto enviado pela empresa.

Fonte: G1 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Correção do IPTU de Sumaré, será de 6,59% para 2015




O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de 2015 de Sumaré será corrigido em 6,59% conforme o índice de correção corresponde ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) medido entre 1º de novembro do ano passado e 30 de outubro deste ano.
Este percentual corrige todos os valores venais do metro quadrado de terreno ou construção, que constam nas tabelas que constituem o Mapa de Valores Imobiliários da Prefeitura e que são a base para o cálculo do IPTU de cada imóvel. Já as alíquotas do imposto não tiveram qualquer alteração para 2014.
Segundo o secretário municipal de Finanças e Orçamento, Hamilton Lorençatto, ainda não foi fechado o total de carnês que devem ser emitidos, o total de contribuintes isentos por lei nem o total do imposto a ser lançado para 2015. No entanto, segundo ele, o total de carnês deve variar muito pouco com relação a 2014. Neste ano, foram emitidos 72,5 mil carnês. “O total de 2015 deve ser de 2.000 a 3.000 carnês a mais, devido a alguns novos loteamentos que foram incluídos no mapa ao longo deste ano e que passaram a constar nos cadastros do Setor de Tributos”, explicou.
Segundo ele, o total de imposto lançado (que ainda não foi calculado) também pode variar com relação ao deste ano. “Mas, fora a correção pela inflação medida pelo IPCA, qualquer alteração nos valores do imposto de determinado imóvel será provocada exclusivamente por eventuais mudanças nas áreas construídas dos imóveis, ou se foi construída alguma edificação no terreno – tudo exatamente como prevê a lei”, explicou o secretário. Também não há data prevista para o início da emissão dos carnês, cujo lançamento (processamento) ainda não teve início. Normalmente, o IPTU de Sumaré pode ser pago em parcela única com desconto de 10% ou em parcelas mensais ao longo do ano correspondente.


Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação

Saiba as diferenças do trabalho na iniciativa privada em outros paises



Trabalhadores da iniciativa privada americana não têm direito a férias pagas por lei
Edmund McCombs mudou-se para Sydney, na Austrália, há seis anos - e não tem planos de ir embora. Não foram só os restaurantes do porto ou as praias do litoral australiano que cativaram este diretor de sustentabilidade de 33 anos.
O americano, nascido na Flórida, está lá por um estranho motivo: seu chefe quer que ele tenha mais tempo de férias e aproveite mais a vida fora do trabalho.
McCombs diz que seu supervisor está de olho em cada dia de folga tirado, não para evitar que McCombs folgue demais, mas para garantir que ele não esteja trabalhando em excesso.
Essa cultura de folga obrigatória é um choque cultural para McCombs e os costumes americanos dele. "Na Austrália, as pessoas saem e se envolvem com suas 'vidas de verdade', sem medo de que isso vá repercutir por estarem longe do ambiente de trabalho", diz.
Os australianos têm direito, por lei, a 20 dias de férias remuneradas por ano, além de outros sete dias de feriados, também pagos. Só no último ano, McCombs viajou de férias para o Oeste do país, para a Flórida e para as ilhas Fiji.
Quando trabalhava em uma empresa do ramo de segurados, há seis anos, em Atlanta, nos Estados Unidos, ele só tinha direto a dez dias de férias pagas por ano. Mesmo assim, nunca podia tirar mais de cinco dias de uma só vez.
Na Austrália, diferente dos Estados Unidos e também do Brasil, o empregado não precisa trabalhar um ano inteiro antes de começar a gozar de suas férias.

A nação sem férias

Os Estados Unidos são o único país desenvolvido que trata férias como um "presente" ao empregado, não como um direito.
Em países como Áustria, Alemanha, Itália e Espanha, os trabalhadores têm direto a 30 dias pagos, entre férias e feriados. Nos Estados Unidos, a lei garante aos trabalhadores... zero dias.
A lei que regula isso é o Ato de Padrões Justos de Trabalho, de 1938, que regula o máximo de horas semanais que se pode trabalhar, o mecanismo de pagamento de hora extra, o salário mínimo e o trabalho infantil. A lei não mencionada nada sobre férias.
Edmond McCombs não quer mais ir embora da Austrália
Isso significa que decisões sobre férias, ausências por doença ou feriados nacionais são negociados caso a caso entre empregador e empregado.
O padrão de várias empresas americanas é dar de 5 a 15 dias de férias pagas por ano a seus trabalhadores, mas um estudo recente do instituto americano Center for Economic and Policy Research mostrou que um em cada quatro trabalhadores da iniciativa privada não recebem nenhum dia de férias pagas.
Carrie Stevens é uma desses trabalhadoras. Ela trabalha servindo bebidas em uma cervejaria em Charlottesville, na Virgínia, e não tem nenhum dia de folga no ano - sequer por doença ou feriado.
"Mesmo que eu ganhe férias pagas ou dias de folga por doença, se o pagamento fosse feito com base na tabela de horas, ele seria mínimo", conta.
Ela recentemente recebeu um aumento de US$ 2,13 por hora para US$ 3,50 - mas a maior parte de sua remuneração são as gorjetas que recebe. O salário mínimo americano é US$ 7,25 por hora, mas pessoas que recebem gorjeta podem ter remuneração básica inferior a isso.
Nos seis anos que trabalha na cervejaria, ela calcula que tirou só cinco dias de férias por ano, que são pagas com suas próprias economias.
"Eu consigo sentir quando estou precisando de férias, porque minha paciência e tolerância com os clientes se esgotam", conta.

Cultura do medo

Mesmo os que recebem dias de férias pagos precisam se esforçar para consegui-los.
Há um estigma nos Estados Unidos de que quem pede férias ou folgas está sendo preguiçoso ou desleal com os colegas. Isso causa uma distorção no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho - algo mais grave do que em qualquer outra economia do mundo avançado.
Uma pesquisa do site de carreiras Glassdoor.com, em abril, mostrou que o trabalhador americano com direito a férias pagas só tirou, em média, metade dos dias que poderia.
Entre os entrevistados, 28% disseram ter medo de ficar para trás no trabalho se tirassem mais férias. Para 17%, o medo era de perder o emprego. Outros 19% evitaram férias por quererem se manter mais competitivos que os colegas.
"Está claro que o significado da palavra 'férias' já não é o mesmo hoje em dia", diz Rusty Rueff, da Glassdoor.com.

Tentando mudar a lei

Volta e meia algum parlamentar americano tenta mudar a lei. O deputado democrata Alan Grayson, da Flórida, já tentou levantar essa bandeira diversas vezes.
Ele acredita que o estresse causado pela falta de férias tem um impacto negativo na produtividade e saúde dos trabalhadores, com custo anual de US$ 344 bilhões para a economia americana.
Ele tentou passar, em 2013, o Paid Vacation Act (projeto de lei das férias remuneradas), obrigando empresas com mais de cem funcionários a dar uma semana de férias pagas a todos que trabalham em turno integral.
O projeto se arrasta por comissões parlamentares há mais de um ano. Ironicamente, os parlamentares que estão analisando essa proposta têm direito a um mês inteiro de férias pagas.
Os políticos americanos são uma das poucas categorias nos Estados Unidos com direitos trabalhistas semelhantes aos de outras economias avançadas.
"Se eu nunca tivesse deixado os Estados Unidos, o conceito de um mês inteiro de férias nunca teria passado pela minha cabeça", diz McCombs, em Sydney. "Na Austrália, isso não é nada inovador - é apenas o normal e o esperado."

Fonte: bbc

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Conheça soluções para a crise da água em 6 cidades do mundo



Crise da água em São Paulo desperta discussões sobre abastecimento, consumo e clima
A crise da água no Sudeste brasileiro, que afeta milhões de pessoas, desperta discussões sobre mudanças climáticas, consumo, investimentos e alternativas de abastecimento.
Diversas cidades do mundo também enfrentam ou enfrentaram desafios semelhantes, envolvendo seca, desperdício e excesso de consumo. A experiência delas pode servir de lição para São Paulo e as demais cidades brasileiras que sofrem com a falta d’água?
A BBC Brasil identificou seis cidades que tentam solucionar suas crises de abastecimento e perguntou ao Instituto Socioambiental (ISA) até que ponto as medidas se aplicariam à realidade paulista:
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PEQUIM – TRANSPOSIÇÃO DE ÁGUA

A China está entre os 13 países listados pela ONU com grave falta d’água: com 21% da população mundial, o país tem apenas 6% da água potável do planeta.
Cerca de 400 cidades do país enfrentam obstáculos de abastecimento, e Pequim é uma delas: com uma população crescente, a capital já consome mais água do que tem disponível em seus reservatórios.
Além disso, diversos rios chineses secaram recentemente em decorrência de secas prolongadas, crescimento populacional, poluição e expansão industrial.
Para enfrentar a questão, a companhia de água de Pequim está apostando em um projeto multibilionário para redirecionar rios, o Projeto de Desvio de Água Sul-Norte, cuja primeira etapa deve ser concluída neste ano.
China realiza transposição de água do sul para abastecer Pequim
O objetivo é mover bilhões de metros cúbicos de água do sul ao norte (mais árido) anualmente ao longo de uma distância superior à que separa o Oiapoque do Chuí (extremos do Brasil), a um custo que deve superar os US$ 60 bilhões. Seria necessária a construção de 2,5 mil km de canais.
-É VIÁVEL EM SP? O governador paulista, Geraldo Alckmin, propôs uma obra de transposição para interligar o Sistema Cantareira à bacia do rio Paraíba do Sul - proposta polêmica, já que este último é a principal fonte de abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, mas vista como "viável" pela Agência Nacional de Águas (ANA). O custo estimado é de R$ 500 milhões.
No entanto, para Marussia Whately, consultora em recurso hídricos do ISA (Instituto Socioambiental), São Paulo estaria avançando sobre outras fontes de água sem cuidar da água que tem disponível atualmente.
"Vamos investir em grandes obras antes de pensar na gestão das perdas de água, no consumo e na degradação das fontes de água atuais?", questiona.
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PERTH (AUSTRÁLIA) – DESSALINIZAÇÃO

Perth é a "cidade mais seca" entre as metrópoles da Austrália. Segundo a presidente da Western Australia Water Corporation, Sue Murphy, as mudanças climáticas ocorreram mais rápido e antes do que era esperado no oeste do país. "Nos últimos 15 anos, a água de nossos reservatórios foi reduzida para um sexto do que havia antes", disse à BBC em junho.
A cidade construiu duas grandes estações para remover o sal da água coletada no Oceano Índico e torná-la potável.
Hoje, Perth obtém metade de sua água potável a partir do mar. Mas os ambientalistas criticam o processo por ser caro e demandar muita energia. Os moradores sentiram o impacto em suas contas de água, que dobraram de valor nos últimos anos.
Grande parte do suprimento de água de Perth vem de plantas de dessalinização
A cidade também está fazendo experimentos com o sistema Gnangara, sua maior fonte hídrica subterrânea. Por uma década, Perth injetou nos aquíferos subterrâneos a água que foi usada pela população, já tratada. A água é filtrada naturalmente pelo solo arenoso e depois extraída para ser consumida pela população ou usada na irrigação agrícola. O teste foi considerado bem-sucedido, e um programa oficial foi estabelecido – sua meta é obter desta forma 7 bilhões de litros por ano.
"Com um clima mais seco, precisamos ser menos dependentes de chuva, por isso apoiamos estes projetos", disse Mia Davies, ministra de Água e Florestas do Leste da Austrália. Ao mesmo tempo, houve uma campanha pelo uso racional da água, o que fez com que a demanda por água hoje seja 8% menor do que em 2003, apesar de a população ter crescido mais de 30%.
-É VIÁVEL EM SP? A dessalinização não seria uma opção coerente, diz Whately, do ISA, já que São Paulo não é cidade costeira e o Brasil tem um enorme patrimônio de água doce. Ao mesmo tempo, já se fala em recorrer ao uso emergencial de água usada: o governo paulista anunciou nesta semana planos de construir uma Estação de Produção de Água de Reúso na zona sul de São Paulo.
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NOVA YORK - PROTEÇÃO DE MANANCIAIS

Uma das maiores cidades do mundo, Nova York iniciou nos anos 1990 um amplo programa de proteção aos mananciais de água, para prevenir a poluição nessas nascentes e, assim, evitar gastos volumosos com tratamento ou busca de novas fontes de abastecimento.
O projeto incluiu aquisição de terras pelo governo nas nascentes de água, com o objetivo de proteger sua vegetação e garantir que os lençóis freáticos continuassem a ser alimentados; assistência financeira a comunidades rurais nessa região em troca de cuidados com o meio ambiente; e mitigação da poluição nos mananciais. Com isso, a cidade conseguiu ampliar em décadas a vida útil de seus mananciais.
O programa também envolveu campanhas pela redução do consumo. Dados oficiais apontam que o consumo per capita da cidade era de 204,1 galões de água por dia em 1991 e caiu para 125,8 galões/dia em 2009.
- É VIÁVEL EM SP? Para Whately, trata-se da opção mais adequada para a realidade paulista: "A ideia (em Nova York) foi pensar o recurso que eles tinham disponíveis e cuidar deles, em vez de investir em obras", diz.
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ZARAGOZA (ESPANHA) – CONSCIENTIZAÇÃO E METAS

Secas severas nos anos 1990 deixaram milhões de espanhóis temporariamente sem água. Mas um relatório da Comissão Europeia aponta que o maior problema no país não costuma ser a falta de chuvas, e sim "uma cultura de desperdício de água".
A cidade de Zaragoza, no norte, encarou o problema com uma ampla campanha de conscientização em escolas, espaços públicos e imprensa pelo uso eficiente da água e o estabelecimento de metas de redução de consumo. Dos cerca de 700 mil habitantes, 30 mil se comprometeram formalmente a gastar menos água.

Água preciosa

  • Segundo a ONU, até 2025, dois terços da população mundial enfrentarão dificuldades com a falta d’água.
  • Mais de 1 bilhão de pessoas que moram em cidades poderão viver com menos de 100 litros por dia – limite da ONU para uma vida saudável – e mais de 3 bilhões terão falta d’água por um mês a cada ano, de acordo com um estudo na Nature Conservancy.
A estratégia incluiu incentivos para a compra de aparelhos domésticos econômicos (chuveiros, vasos sanitários, torneiras e máquinas de lavar louça eficientes, cujas vendas aumentaram em 15%); melhoria no uso da água em edifícios e espaços públicos, como parques e jardins; e cuidados para evitar vazamentos no sistema.
A meta estabelecida em 1997, de cortar o consumo doméstico de água em mais de 1 bilhão de litros água em um ano, foi atingida. Antes da campanha, diz a Comissão Europeia, apenas um terço das casas de Zaragoza praticava medidas de economia de água; ao final da campanha, eram dois terços. O consumo total caiu mesmo com o aumento no número de habitantes.
"O projeto mostrou que é possível lidar com a falta d’água em um ambiente urbano usando uma abordagem economicamente eficiente, rápida e ecológica", diz o 2030 Water Resources Group, consórcio que reúne ONGs, governos, ONU e empresas em busca de soluções ao uso da água no mundo.
-É VIÁVEL EM SP? Não apenas viável como necessário, diz Whaterly, do ISA. "Se houvesse, por exemplo, um amplo programa de incentivos à aquisição de hidrômetros individuais (em vez de coletivos) nos edifícios de São Paulo, haveria uma economia brutal de água", opina. "Também são necessários incentivos à construção de cisternas e sistemas individuais de reúso da água."
Whately opina também que, ante a urgência da situação, a cidade precisa fixar metas e incentivos à redução do consumo mais duras do que as promovidas atualmente pela Sabesp - por exemplo, forçando consumidores maiores a cortar mais seu gasto de água e debatendo a imposição de multas a quem aumentou o consumo em plena estiagem.
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CIDADE DO MÉXICO – NOVOS AQUÍFEROS

Em junho, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto afirmou que 35 milhões de habitantes do país têm pouca disponibilidade de água, tanto em qualidade como em quantidade.
Essa escassez é grave na própria capital, a Cidade do México, onde uma combinação de fatores – como grande concentração populacional, esgotamento de rios e tratamento insuficiente da água devolvida ao solo – causa extrema preocupação.
Em 2009, partes da cidade foram submetidas a racionamento de água após uma forte seca; e autoridades ouvidas pela imprensa local afirmam que, no ritmo atual, a cidade pode não ter água o suficiente em 2030.
Uma aposta da Cidade do México são aquíferos identificados no ano passado, cuja viabilidade está sendo estudada. Estão sendo perfurados poços para não apenas confirmar a existência das fontes subterrâneas de água, mas também avaliar sua qualidade para consumo humano.
Até 2016, as autoridades dizem que será possível saber se os aquíferos serão ou não uma alternativa de abastecimento para a megalópole. O problema, dizem, é que a perfuração, a 2 km de profundidade, deve sair muito mais cara do que perfurações de fontes mais próximas à superfície.
E muitos dizem que, além de buscar novas fontes, a cidade precisa aprender a evitar os desperdícios do sistema e a utilizar a água atual de forma mais eficiente.
-É VIÁVEL EM SP? Para Whately, o uso de água subterrânea já é uma realidade para diversas cidades brasileiras, mas, por serem importantes reservas de água para o futuro, seu uso deve ser racional. "Ainda temos pouco conhecimento a respeito de nossos aquíferos. Eles precisam ser melhor estudados e mais bem cuidados – por exemplo, há locais em que o uso de agrotóxicos (no solo) pode prejudicá-los."
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Bairro próximo à Cidade do Cabo fez enorme economia de água ao reformar encanamento

CIDADE DO CABO (ÁFRICA DO SUL) – GUERRA AO DESPERDÍCIO

Khayelitsha, a 20 km da Cidade do Cabo, é uma das maiores "townships" (como são chamadas as comunidades carentes sul-africanas) do país, com 450 mil habitantes. No início dos anos 2000, uma investigação descobriu que cerca de uma piscina olímpica era perdida por hora por causa de vazamentos em sua rede de água.
A principal fonte de desperdício eram os encanamentos domésticos, muitos dos quais deficientes e incapazes de resistir alta à pressão de bombeamento da água.
Com isso, aumentavam o consumo de água e também a inadimplência, já que muitas pessoas não conseguiam pagar as contas mais caras. Além disso, a Cidade do Cabo vive sob constante ameaça de falta d’água.
Um projeto-piloto de US$ 700 mil, iniciado em 2001, funcionou em duas frentes: a reforma de encanamentos ruins e a redução da pressão da água fornecida ao bairro, para evitar os vazamentos.
Segundo um relatório do governo da Cidade do Cabo, o projeto custou menos de US$ 1 milhão e o investimento foi recuperado em menos de seis meses.
Com a iniciativa, aliada a uma campanha de conscientização para evitar desperdícios, Khayelitsha conseguiu economizar 9 milhões de metros cúbicos de água por ano, equivalente a US$ 5 milhões, segundo o consórcio 2030 Water Resources.
- É VIÁVEL EM SP? Para Whately, as perdas de água também são um "problema enorme" em São Paulo. "Quase um terço da água é perdida (no caminho ao consumidor), o que equivale a todo o volume do Guarapiranga e Alto Tietê juntos", diz. "Em alguns casos, encanamentos antigos podem contribuir para isso. Seria necessário mapear, com a ajuda das prefeituras, áreas onde há grandes perdas de água e identificar os motivos."

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

'No Brasil, vi que música e fé podem estar juntas', diz freira vencedora do 'The Voice'




Irmã Cristina passou dois anos no Brasil durante sua formação religiosa
Reconhecida mundialmente depois de ter vencido a competição musical The Voice na TV italiana, a freira Cristina Scuccia, de 26 anos, acaba de se lançar como cantora com uma regravação do single Like a Virgin, de Madonna. Desta forma, transformou em realidade um sonho que tinha desde pequena, quando se apaixonou pela música. Mas ela conta que nada disso teria acontecido se não tivesse vivido por dois anos no Brasil.
"Antes de conhecer o país, não sabia que música e fé podiam estar juntas", disse irmã Cristina à BBC Brasil. "Nunca havia visto uma banda de rock com canções cristãs ou freiras que fizessem música profissionalmente. Foi no Brasil que decidi utilizar o dom que Deus me deu. Foi como uma purificação para o meu canto."
Nascida em Comiso, uma cidade siciliana com menos de 30 mil habitantes, no sul da Itália, ela havia abandonado a música e estava em conflito antes vir ao Brasil.
Seria fantástico conseguir encher os estádios com a minha música, como fazem muitos religiosos no Brasil
Irmã Cristina
Entre 2010 e 2012, durante seu período de formação religiosa, a freira morou com outras noviças da Congregação das Irmãs Ursulinas em Mogi das Cruzes, na periferia de São Paulo.
"No Brasil conheci uma igreja jovem, que está crescendo e é vivida com mais dinamismo. Quero transmitir esta alegria aos jovens italianos."
Além das músicas durantes as missas, dava aulas de canto e dança para as crianças. Não perdia nenhuma das oportunidades de cantar, e ajudou a montar o musical A Coragem de Amar. A apresentação foi sua despedida, pois logo depois ela foi à Itália para fazer os votos à Igreja.
"Voltei decidida a seguir meu amor pelo canto e, logo depois, fui incentivada pelas palavras do Papa Francisco, que pedia aos religiosos para levarem o próprio dom às perifeiras. Foi quando as madres da minha Congregação convenceram-me a participar do The Voice", reconta irmã Cristina.

Surpresa

GettyIncentivada por suas madres, irmã Cristina se inscreveu no programa e o venceu
Em junho passado, vestida com o hábito completo e crucifixo no peito, a religiosa surpreendeu os jurados do programa, que a escolheram para seguir na competição após seu teste - sem saberem que se tratava de uma freira.
Em poucos dias, o vídeo com a sua versão da música No One, de Alicia Keys, interpretada por ela em sua estreia na competição, já havia sido visto mais de 30 milhões de vezes no portal Youtube.
Depois de vencer o programa, ela assinou contrato para lançar um álbum. O discoSister Cristina traz outras nove regravações e três músicas inéditas.
Gravado em Los Angeles, o álbum será lançado mundialmente no dia 11 de novembro pela gravadora Universal.
Irmã Cristina nega que tenha sido uma imposição da gravadora ter no álbum uma versão de Like a Virgin, como uma forma de atrair mais atenção ao disco.
DivulgaçãoÁlbum de irmã Cristina será lançado em novembro com uma canção em português
"Também não foi uma provocação. No período em que estávamos selecionando o repertório, ouvi por acaso a canção de Madonna. Quis dar um significado completamente diferente à música, com novos arranjos, instrumentos acústicos e um novo vídeo", disse.
"A canção fala de uma pessoa em conflito, que é chamada por Deus e decide levar o seu amor adiante para o resto da vida. A minha versão tem uma linguagem nova e é justamente esta a capacidade cristã de enxergar tudo com novos olhos que pretendo transmitir aos jovens."
A canção em português Perto, Longe ou Depois, presente no disco, é um agradecimento ao país que lhe "deu tanto" e a sua "vontade de continuar a falar" o idioma brasileiro.

Caridade

De acordo com irmã Cristina, o dinheiro arrecadado com as vendas dos discos será destinado aos projetos de caridade da Congregação das Irmãs Ursulinas, entre eles a casa onde viveu em Mogi das Cruzes.
"Há pouco tempo fizemos a ampliação do edifício para podermos receber mais crianças e adolescentes e nossa prioridade é manter os projetos já iniciados", disse.
Arquivo pessoalA freira trabalhou com crianças enquanto vivia no interior de São Paulo
A freira afirma ter boas recordações do período que esteve no Brasil, onde tem duas afilhadas, e diz ter dificuldades para encontrar algo de ruim para falar sobre o país.
"Penso sempre no afeto das pessoas, no acolhimento que encontrei quando vivia ali. O que me deixava mais triste era ver meninas muito pequenas que engravidavam, mesmo depois de conhecerem a difícil experiência de irmãs e amigas, que precisavam tomar conta dos filhos embora fossem elas mesmas muito jovens", conta a freira.
Conseguir conscientizá-las para evitar a maternidade tão precoce era uma luta cotidiana.
"Mas apesar da realidade difícil nas periferias, as crianças estão sempre felizes. Para elas basta um pouco de música, uma bola no pé ou um pipa na mão para ficar contentes, enquanto aqui temos tanto e estamos sempre insatisfeitos. Para a minha experiência de vida, foi fundamental testemunhar que mesmo na pobreza é possível cuidar do próximo e compartilhar o pouco que se tem".
A minha prioridade é a oração, a eucaristia, mas dedicar um pouco do meu tempo ao disco e aos fãs não me distrai do meu objetivo.
Irmã Cristina
Embora não estejam previstas apresentações ao vivo, irmã Cristina disse que gostaria de fazer shows na Europa.
"Seria fantástico conseguir encher os estádios com a minha música, como fazem muitos religiosos no Brasil."

Celebridade religiosa

Mesmo com a fama, irmã Cristina afirma não ter dificuldades para conciliar a vida religiosa com a carreira musical.
Em Milão, a congregação da qual ela faz parte administra uma escola infantil, um pensionato para universitárias e colabora com a paróquia local. Cristina dá aulas de catequismo, faz turnos na portaria da pensão e canta durante as missas de domingo.
"A minha prioridade é a oração, a eucaristia, mas dedicar um pouco do meu tempo ao disco e aos fãs não me distrai do meu objetivo. É apenas um meio a mais para evangelizar", diz.
"Se o sucesso acabar, ou se for preciso escolher, com certeza vou optar pela vida religiosa. Mas vou continuar a animar a minha comunidade com minha voz e meu violão."

Petróleo é usado para pagar energia elétrica em Sumaré





O último repasse do FPM foi debitado para a prefeitura em agosto deste ano no valor de R$ 69 mil 
A verba destina para Sumaré no rateio dos Royalties pela produção de Petróleo e Gás Natural serve para pagar energia elétrica. A informação foi confirmada na segunda-feira, dia 03 pela prefeitura da cidade. Mesmo sem ter produção de petróleo, Sumaré recebeu este ano R$471,4 mil da Secretaria do Tesouro Nacional. O Governo Federal distribui proporcionalmente para todos os municípios brasileiros parte do recurso vindo da extração mineral.

As informações estão disponíveis no Portal da Transparência do Governo Federal. Como a verba pode ser aplicada de acordo com a necessidade de cada município, a reportagem entrou em contato com a prefeitura para tomar esclarecimento sobre a destinação da verba. Quase uma semana depois, a Secretaria de Finanças e Orçamento afirmou que “os recursos são utilizados para pagamento de energia elétrica consumida pelos prédios públicos”. 

Mensalmente, Sumaré recebe em torno de R$ 67 mil, fruto de um repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A transferência aumentou em torno de 25% depois da descoberta do pré-sal em 2007. A estima da Petrobras, é que em 2015 o Brasil produza 325 mil barris de petróleo por dia. Atualmente a produção é de 206 mil barris diários. Se a produção aumentar, o repasse para as cidades também tende a crescer. 

Ainda segundo o Portal da Transparência, Sumaré recebeu em 2010 R$ 437,6 mil da produção brasileira de petróleo. No ano seguinte o repasse foi de R$ 586,6 mil e em 2012 subiu para R$ 684,5 mil. Em 2013, já sob o governo da prefeita Cristina Carrara (PSDB), o crédito foi de R$ 729,7 mil. A divisão segue as mesmas regras previstas no Artigo 159 da Constituição Federal. 

O último repasse do FPM foi debitado para a prefeitura em agosto deste ano no valor de R$ 69 mil. Sumaré, Hortolândia, Americana, Santa Bárbara D’Oeste e Indaiatuba recebem o mesmo valor. Da Região Metropolitana de Campinas (RMC) o maior repasse é feito para Campinas. De janeiro até agosto a cidade já recebeu R$ 494,6 mil. 

Fonte: a Redação Portal F5 Sumaré

sábado, 1 de novembro de 2014

Como um aplicativo para celular ajuda a localizar um carro roubado?




A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) divulgou que o aplicativo para smartphones e tablets Sinesp Cidadão ultrapassou 1,8 milhão de downloads durante seis meses de funcionamento. Por meio de consultas ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e Sobre Drogas (Sinesp), 55 mil veículos roubados ou furtados já foram recuperados e 2 mil pessoas que estavam foragidas foram capturadas.
A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, explica que milhares desses usuários consultaram o sistema e depois acionaram a polícia, que após checar as denúncias fez as apreensões e prisões.
Entretanto, Regina Miki explica que o cidadão não deve agir sozinho. "Quando o usuário verifica algo irregular, sobre alguma pessoa ou um veículo, basta acionar profissionais de segurança pública, que fazem a checagem e apuração da suspeita", orienta.
app é gratuito e pode ser baixado em celulares e tablets, ou acessado por computadores. Ele está disponível 24 horas por dia, em qualquer lugar com acesso à internet. Está disponível para Android e para o sistema IOS. Em breve a ferramenta deve ser disponibilizada também para as plataformas Windows Phone e Blackberry.
Buscas inteligentes As informações sobre veículos são acessadas por meio da base nacional do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), com uma frota de mais 83 milhões de automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus, e etc. O módulo de Consulta a Placas do Sinesp Cidadão (ou CheckPlaca, como ficou conhecido) foi o primeiro a ser lançado, em 12 de dezembro de 2013. De lá para cá, foram registradas 70 milhões de consultas a placas de veículos, com uma média de 320 mil verificações por dia.
Já o módulo Mandados de Prisão do Sinesp Cidadão permite buscas a nomes e números de documentos de pessoas incluídas no Banco Nacional de Mandados de Prisão do Conselho Nacional de Justiça, com mais de 350 mil mandados em aberto. O serviço foi lançado em 24 de abril deste ano e soma 3 milhões de consultas no período, ou cerca de 90 mil buscas diárias.
Sistemas integrados De acordo com a secretária Regina Miki, o Sinesp Cidadão é um produto da maior plataforma tecnológica sobre segurança pública do país, desenvolvido em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Miki explica que o Sinesp é um portal de informações integradas, em parceria com os entes federados, que possibilita consultas estatísticas, operacionais, investigativas e estratégias relacionadas a drogas, segurança pública, justiça criminal, sistema prisional, entre outros.
"Por meio do Sinesp procuramos subsidiar diagnósticos de criminalidade, formulação e avaliação de políticas de segurança, além de promover a integração nacional de informações de forma padronizada", informa a secretária.
Fonte: Jornal Sumaré